miércoles, 29 de septiembre de 2010

21 conselhos das Universidades Harvard e Cambridge de Medicina.

21 conselhos das Universidades Harvard e Cambridge de Medicina.........



Harvard e Cambridge publicaram recentemente um compêndio com 21 Conselhos saudáveis para melhorar a qualidade de vida de forma prática e habitual:


01- Um copo de suco de laranja
Diariamente para aumentar o Ferro e repor a vitamina C.

02- Salpicar canela no café
(mantém baixo o colesterol e estáveis os níveis de açúcar no sangue).

03- Trocar o pãozinho tradicional pelo pão integral
O pão integral tem 4 vezes mais fibra, 3 vezes mais zinco e quase 2 vezes mais Ferro que tem o pão branco.

04- Mastigar os vegetais por mais tempo.
Isto aumenta a quantidade de químicos anticancerígenos liberados no corpo. Mastigar libera sinigrina. E quanto menos se cozinham os vegetais, melhor efeito preventivo têm.

05- Adotar a regra dos 80%:
Servir-se menos 20% da comida que costuma comer, evita transtornos gastrintestinais, prolonga a vida e reduz o risco de diabetes e ataques de coração.

06- LARANJA: o futuro está na laranja,que reduz em 30% o risco de câncer de pulmão.

07- Fazer refeições coloridas como o arco-íris .
Comer DIARIAMENTE, uma variedade de vermelho, laranja, amarelo, verde, roxo e branco em frutas e vegetais, cria uma melhor mistura de antioxidantes, vitaminas e minerais.

08- Comer pizza, macarronada ou qualquer outra coisa com molho de tomate.
Mas escolha as pizzas de massa fininha. O Licopeno, um antioxidante dos tomates pode inibir e ainda reverter o crescimento dos tumores; e ademais é melhor absorvido pelo corpo quando os tomates estão em molhos para massas ou para pizza .

09- Limpar sua escova de dentes e trocá-la regularmente.
As escovas podem espalhar gripes e resfriados e outros germes. Assim, é recomendado lavá-las com água quente pelo menos quatro vezes à semana
(aproveite o banho no chuveiro), sobretudo após doenças, quando devem ser mantidas separadas de outras escovas.

10- Realizar atividades que estimulem a mente e fortaleçam sua memória...
Faça alguns testes ou quebra-cabeças, palavras-cruzadas, aprenda um idioma, alguma habilidade nova... Leia um livro e memorize parágrafos; escreva, estude, aprenda.
Sua mente agradece e seus amigos também, pois é interessante conversar com alguém que tem assunto.

11- Usar fio dental e não mastigar chicletes.
Acreditem ou não, uma pesquisa deu como resultado que as pessoas que mastigam chicletes têm mais possibilidade de sofrer de arteriosclerose, pois tem os
vasos sanguíneos mais estreitos, o que pode preceder a um ataque do coração. Usar fio dental pode acrescentar seis anos a sua idade biológica porque remove as bactérias que atacam aos dentes e o corpo.

12- Rir.
Uma boa gargalhada é um 'mini-workout', um pequeno exercício físico: 100 a 200 gargalhadas equivalem a 10 minutos de corrida. Baixa o estresse e acorda células naturais de defesa e os anticorpos.

13- Não descascar com antecipação.
Os vegetais ou frutas, sempre frescos, devem ser cortados e descascados na hora em que forem consumidos. Isso aumenta os níveis de nutrientes contra o câncer. Sucos de fruta têm que ser tomados assim que são preparados.

14- Ligar para seus parentes/pais de vez em quando.
Um estudo da Faculdade de Medicina de Harvard concluiu que 91% das pessoas que não mantém um laço afetivo com seus entes queridos, particularmente com a mãe, desenvolvem alta pressão, alcoolismo ou doenças cardíacas em idade temporã.

15- Desfrutar de uma xícara de chá.
O chá comum contém menos níveis de antioxidantes que o chá Verde, e beber só uma xícara diária desta infusão diminui o risco de doenças coronárias. Cientistas israelenses também concluíram que beber chá aumenta a sobrevida depois de ataques ao coração.

16- Ter um animal de estimação.
As pessoas que não têm animais domésticos sofrem mais de estresse e visitam o médico regularmente, dizem os cientistas da Cambridge University. Os mascotes fazem você sentir-se otimista, relaxado e isso baixa a pressão do sangue.
Os cães são os melhores, mas até um peixinho dourado pode causar um bom resultado.

17- Colocar tomate ou verdura frescas no sanduíche.
Uma porção de tomate por dia baixa o risco de doença coronária em 30%, segundo cientistas da Harvard Medical School; vantagens outras são conseguidas atráves de verduras frescas.

18- Reorganizar a geladeira.
As verduras em qualquer lugar de sua geladeira perdem substâncias nutritivas, porque a luz artificial do equipamento destrói os flavonóides que combatem o câncer que todo vegetal tem. Por isso, é melhor usar á área reservada a ela, aquela caixa bem embaixo ou guardar em um tupperware escuro e bem fechado.

19- Comer como um passarinho.
A semente de girassol e as sementes de sésamo nas saladas e cereais são nutrientes e antioxidantes. E comer nozes entre as refeições reduz o risco de diabetes.

20- Uma banana por dia quase dispensa o médico, vejamos: " Pesquisa da Universidade de Berkeley”.
A banana previne a anemia, a tensão arterial alta, melhora a capacidade mental, cura ressacas, alivia azia, acalma o sistema nervoso, alivia TPM, reduz risco de infarto, e tantas outras coisas mais, então, é ou não é um remédio natural contra várias doenças?


21- e, por último, um mix de pequenas dicas para alongar a vida:
-comer chocolate. Duas barras por semana estendem um ano a vida. O amargo é fonte de ferro, magnésio e potássio..

- pensar positivamente. Pessoas otimistas podem viver até 12 anos mais que os pessimistas, que, além disso, pegam gripes e resfriados mais facilmente, são menosqueridos e mais amargos.

- ser sociável. Pessoas com fortes laços sociais ou redes de amigos têm vidas mais saudáveis que as pessoas solitárias ou que só têm contato com a família.

- conhecer a si mesmo. Os verdadeiros crentes e aqueles que priorizam o 'ser' sobre o 'ter' têm 35% de probabilidade de viver mais tempo, e de ter qualidade de vida...

'Não parece tão sacrificante, não é verdade? Uma vez incorporados, os conselhos facilmente tornam-se hábitos...

É exatamente o que diz uma certa frase de Sêneca:
'Escolha a melhor forma de viver e o costume a tornará agradável'!
"Crie bons hábitos e torne-se escravo deles, como costumamos ser dos maus hábitos".

Yo, mi peor enemigo

Revista La Nación - Domingo 26 de setiembre de 2010 | Publicado en edición impresa

Con raíces tanto psíquicas como culturales, el autoboicot es un atentado a la felicidad personal que, con paciencia y terapia, puede superarse.

ESTRATEGIAS PARA EL CAMBIO

En busca de una mejor calidad de vida, podría pensarse en:
Trabajar la autoestima. Quien posee una valoración positiva de sí mismo difícilmente sostenga acciones dirigidas a cumplir con la profecía de que, indefectiblemente, le irá mal.

Regular los niveles de exigencia y tolerancia a la frustración. Cuando no puede cumplir con alguna expectativa de logro personal o conseguir algo que se había propuesto, si su capacidad para afrontar frustraciones es pobre, se sentirá víctima de lo sucedido. Las acciones derivadas de ese suceso se dirigirán inconscientemente al autocastigo, lo que hará que se cumpla la profecía desgraciada que él mismo generó.

Cambiar de anteojos o ajustar el foco. Es muy difícil que a una persona le vaya mal en todos los órdenes de la vida. Lo que suele suceder es que muchos evalúan su existencia desde la negatividad. Son los que suelen ver el vaso medio vacío en lugar de medio lleno. De esta manera, magnifican lo que no cumple con sus expectativas y miran la realidad de modo extremista y catastrófico.

Revisar la compulsión al enojo y la culpa. Cuando logramos recuperar la autoconfianza, conseguirmos romper con un estilo de emocionalidad pasivo y limitante donde suelen reinar la ansiedad, la ira, la agresividad y el sentimiento de culpa.

Reconocer los beneficios de la "asertividad". Se trata de asumir un comportamiento más adulto y sincero en la comunicación, donde la persona logre manifestar abiertamente sus pensamientos y deseos, y defienda sus legítimos derechos, sin la necesidad de agredirse ni de someterse a la voluntad de los otros.
Reemplazar algunas palabras del diccionario cotidiano. Tal como sugiere la licenciada López Blanco, "es importante quitar del vocabulario personal expresiones tales como: siempre, nunca, todo, nada", para ubicarnos en el contexto de una realidad con matices. Esto puede ayudarnos en la valoración de las cualidades, capacidades y logros.

miércoles, 22 de septiembre de 2010

de Nelson Mandela ...

"Nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados. Nosso medo mais profundo é de sermos poderosos além da medida. É a nossa luz, não nossa escuridão, que mais assusta. Nós nos perguntamos: quem sou eu para ser brilhante, atraente, talentoso, fabuloso? Na verdade, quem é você para não ser?
Você pretendendo ser pequeno não serve ao mundo. Não tem nada de iluminado no ato de se encolher para que os outros não se sintam inseguros ao seu redor.
Nascemos para manifestar a glória do espírito que está dentro de nós. Não está só em alguns de nós; está em todos nós. E à medida que deixamos nossa luz brilhar, damos permissão para os outros fazerem o mesmo. À medida que libertamos nosso medo, nossa presença liberta outros"

(Mandela)

miércoles, 15 de septiembre de 2010

Otras cosas de la vida - carta de leitor do Diario la Nacion

Otras cosas de la vida


"Al final lo importante es caminar descalzo más tiempo, dormir abrazado de la mujer que uno quiere, respirar hondo a la mañana antes de salir a trabajar y tratar al de al lado de la mejor manera.

Escuchar buena música, comer con amigos, salir de bares por las noches. Cargarse de anécdotas para uno mismo, para sonreír y sufrir. Arriesgarse más a hacer de todo, suspenderse en el aire y que las cosas salgan o que la mina te diga «hasta acá». (mina = garota, em geral se refere à namorada)

"Creerse que las cosas pueden salir siempre bien. Aprender de cuando salen mal. No hay mayor alegría que mirar hacia atrás y disfrutar del sufrimiento (hermosa paradoja de la vida, de la propia, por lo menos).

Emborracharse cada tanto y olvidarse de las cosas importantes.

Estar atento, con las orejas paradas para escuchar al de al lado, sin hablar, sólo escuchar por una vez en la vida.

"Arremangarse y construir algo con nuestras manos. Tener un par de proyectos raros por año y animarse a hacerlos. Escribir una poesía como salga, cantar en voz alta, silbar yendo de la cama al baño.

Mirar a los ojos a las personas, ser más transparente, derretirse ante el amor y ser duro con la injusticia, ser duro con uno mismo.

"Tratar de explicarse cómo es el olor de una mañana de otoño en Recoleta.

Disfrutar del viaje en colectivo (ônibus), mirar fijo a la morocha (morena)del fondo (a ver quién gana el duelo).

Estar incómodo, abrigarse bien cuando hace frío. Caminar flojo, sonriendo.

Disfrutar de la impuntualidad del otro: es tiempo gratis para uno mismo (vamos, ¿qué son 10 minutos en la vida?).

Ir a las plazas, mirar a la gente de la ciudad, impresionarse con los rincones y las fotografías mentales.

Bailar, bailar totalmente suelto.

"Iba a escribir sobre el matrimonio igualitario, sobre la política y las calles rotas. Me quedó todo muy chico ante este pensamiento."

Fidel, el resucitado - por Marcos Aguinis

Opinión
Fidel, el resucitado
Por Marcos Aguinis
Especial para lanacion.com
Miércoles 15 de setiembre de 2010


Fidel Castro dijo que fue bendecido por una resurrección. De pronto llegaron noticias de su restablecimiento. Pero no un restablecimiento cualquiera, sino extraordinario. El Comandante que había cedido el poder a su hermano, retornaba con una fuerza y una luminosidad que a muchos encandiló. El mismo Fidel daba relieve a su reingreso en las noticias mediante mensajes provocativos. Pero, además, quería trasmitir que no estaba solamente bien, sino mejor que nunca. Sus intereses desbordaban los límites de la isla y se extendían al planeta entero. No se conformaba con manejar un país que oprimió y empobreció como nunca en su historia, sino convertirse en un guía de la humanidad. Como si hubiese regresado de la tumba provisto de poderes celestiales.
Durante su enfermedad habrá pasado muchas horas leyendo. Parece que, entre los diversos materiales que sacudieron su sensibilidad, había algunos vinculados con los judíos y otros con los estragos de las bombas atómicas. Este último asunto lo llenaba de energía. Consideró oportuno difundir un mensaje ecuménico para prevenir la catástrofe de una guerra nuclear. Ordenó llenar la Plaza de la Revolución con millares de personas que van allí porque les ordenan o porque no saben hacer otra cosa: nacieron yendo a escuchar sus plúmbeos discursos, más largos que una retención de vejiga.
No consiguió la resonancia esperada, pese a que vistió su famoso uniforme verde oliva e hizo aumentar el volumen de los parlantes. Su llamado a la paz y la cordura estuvieron bien y habrían tenido otra suerte si su disparo hubiese dado en el blanco. Pero falló.
Es probable una conflagración atómica, claro. También es verdad que esa conflagración haría añicos a la mayor parte de nuestro mundo. Pero la amenaza no proviene de países que tienen la bomba atómica desde hace más de sesenta años, como él dijo. Estados Unidos jamás la volvió a usar luego de las dos arrojadas sobre Japón. Ni Gran Bretaña, ni Francia, ni China, ni Paquistán, ni la India recurrieron a ella por ninguna circunstancia. Y en el caso de Israel, si fuera cierto que la tiene desde hace décadas, tampoco la usó jamás, ni siquiera en la Guerra de 1973, cuando estuvo a punto de ser borrada del mapa.
En todos los casos -es cierto- las bombas atómicas deberían desaparecer. Su mera existencia es un riesgo grande, porque pueden ser robadas por fanáticos. Pero hasta ahora, por suerte, sólo han servido de relativa contención.
Por el contrario, el peligro evidente y manifiesto, es la construcción de esa mortífera arma por parte de Irán. ¿Por qué Irán? Porque lo rige una dictadura fanática, fundamentalista e irresponsable. El mismo Fidel Castro reconoció que es más complicado persuadir a quienes están enceguecidos por la pasión dogmática. Contra el riesgo de un Irán provisto de armas no sólo se alza Estados Unidos, sino toda Europa y países como China. Irán amenazó con usar la bomba para que Israel desaparezca del mundo, con discursos explícitos, directos y reiterados. Si ese nuevo genocidio arrastrase a millones de musulmanes también, no importa a los ayatollas. Para su locura tanática, esos musulmanes obtendrían un pasaje directo al Paraíso y matarlos sería como hacerles un favor.
Fidel no supo marcar de dónde viene el gran riesgo. Ahí se equivocó. Porque no viene de los Estados Unidos e Israel particularmente, como repite un estribillo irracional. Israel pudo bombardear a Irán hace rato, y no lo ha hecho. En cambio Irán prosigue desafiando a la comunidad internacional y la OEA, sin ningún pudor ni cálculo. ¿Tanto necesita de la bomba atómica para que prospere su pueblo? Cuando Fidel mencionó las sanciones que ya están en curso contra su delirante, opresor y agresivo gobierno, olvidó señalar que esas sanciones son la consecuencia -incluso tardía- de la sordera iraní. La iniciativa del aumento de la tensión que afecta al mundo no proviene de las Naciones Unidas, sino del gobierno de Irán.
Deseoso de proseguir la construcción de su imagen profética, Fidel mandó llamar a un periodista de Atlantic, una publicación de izquierda que había levantado parte de su fallido discurso en la plaza. En la entrevista se mandó una serie de afirmaciones, explicaciones y lucubraciones que provienen de su arte de la manipulación pública. Los argentinos, por ejemplo, no olvidamos cuando en la escalinata de la Facultad de Derecho de Buenos Aires vociferó en favor de los derechos humanos mientras al mismo tiempo fusilaba, arrestaba y torturaba a decenas de disidentes. Pero frente a Atlantic quedó ensartado en su propia red. El periodista incluso se hizo acompañar por una experta en asuntos cubanos para que le sirviese de testigo y lo ayudase a clarificar algún punto difícil.
Una de las frases de mayor impacto sucedió a la añosa tendencia de Castro por exportar su revolución, provocando muertes, hambre y dolor en por lo menos dos continentes. No -fue la respuesta-, él no quería exportar esa revolución, porque ya no servía ni siquiera para los cubanos. Era una definición ¡atómica! (la asocio con su otra idea fija). El periodista le preguntó si podía reproducirla y él respondió que al decírsela era, precisamente, para que así lo hiciese. Esto podía tener una consecuencia espectacular, producir una reflexión intensa y profunda de la izquierda. Podía Fidel alcanzar la estatura de un nuevo Deng Xiaoping. Así como aquel anciano convirtió la decadente China de Mao en una potencia, el resucitado Fidel podía cambiar no sólo el curso de la miserable Cuba, sino de decenas de países trabados por ideas estériles.
Pero no fue así. Resucitó contradictorio, mareado. En Cuba no reprodujeron sus frases y su entorno corrió a llorarle por el desastre de semejante confesión. Quebrado y confuso, desmintió sus propias palabras. No tuvo fuerzas para sostener el cambio, no lo sostenían fuerzas celestiales. Entonces pretendió volver a manipular y dijo que había usado la ironía. Al mismo tiempo, no tuvo coraje para descalificar al periodista porque debe tener grabado el reportaje y es mejor quedar amigo.
"Aliados árabes" le mandaron decir que fue el más brillante defensor del sionismo. Fidel había condenado a quienes niegan el Holocausto, practican el antisemitismo o rechazan el derecho de los judíos a tener su Estado propio. Sorprendente, dadas las alianzas y desvaríos de toda su vida. Aún no sabemos cómo se excusará. Por ahora manifestó que nunca fue un enemigo del pueblo hebreo, lo cual quizás es cierto, porque recién cortó relaciones diplomáticas con Israel cuando tuvo que ceder ante la presión de la Unión Soviética.

domingo, 12 de septiembre de 2010

A idade e a mudança - por Lya Luft



Mês passado participei de um evento sobre o Dia da Mulher.
Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades.
E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi.
Foi um momento inesquecível...
A platéia inteira fez um 'oooohh' de descrédito.
Aí fiquei pensando: 'pô, estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho? Onde é que nós estamos?'
Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado 'juventude eterna'. Estão todos em busca da reversão do tempo.
Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas.
Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas mesmo em idade avançada.
A fonte da juventude chama-se "mudança".
De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora.
A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas.
Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos.
Mudança, o que vem a ser tal coisa?
Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho.
Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu.
Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos.
Rejuvenesceu.
Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol.
Rejuvenesceu.
Toda mudança cobra um alto preço emocional.
Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza.
Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face.
Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna.
Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho.
Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.
Olhe-se no espelho...

Lya Luft

jueves, 9 de septiembre de 2010

A passagem do tempo - por Airton Luiz Mendonç

Por Airton Luiz Mendonça (Artigo do jornal " Estado de São Paulo")

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos.

Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio... você começará a perder a noção do tempo.

Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.

Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.

Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar:

Nosso cérebro é extremamente otimizado. Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho. Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia.

Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar Conscientemente tal quantidade.

Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo.

É quando você se sente mais vivo.

Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e 'apagando' as experiências duplicadas.

Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.

Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.

Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo.

Como acontece?

Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa , no lugar de repetir realmente a experiência).

Em outras palavras, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa...
São apagados de sua noção de passagem do tempo...

Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida.

Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir - as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações.. Enfim... As experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.

Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.

Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a... ROTINA.

Não me entenda mal.

A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.

Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e Marque).

Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos.

Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar Quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas.

Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).

Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais.

Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.

Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.

Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes.

Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes.
Seja diferente..

Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos..... Em outras palavras...... V-I-V-A. !!!

Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo.

E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes,
seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros da vida que existem por aí.

Cerque-se de amigos.

Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.

Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é?

Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.

E S CR E VA em tAmaNhos diFeRenTes e em CorES di f E rEn tEs !

CRIE, RECORTE, PINTE, RASGUE, MOLHE, DOBRE, PICOTE, INVENTE, REINVENTE.....

V I V A !!!!!!!!