“O Valioso Tempo Dos Maduros”
por Mário de Andrade
Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana, que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade...
Só há que caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.
O essencial faz a vida valer a pena. E para mim, basta o essencial!
Mário de Andrade
miércoles, 28 de julio de 2010
HÁ AMIGOS
HÁ AMIGOS
Há amigos eternos, amigos que são de pele e outros que são de ferro.
Há amigos do tempo de escola, do trabalho, da universidade, da tropa.
Amigos que se fazem, outros que se elegem, e amigos que se adotam.
Há amigos da alma, do coração, de sangue.
Há amigos de vidas passadas, amigos para toda a vida. Amigos que são mais que amigos.
Há amigos que são como irmãos, outros que são como pais; tambem há amigos que são como filhos.
Há amigos que estão conosco nos bons momentos, e outros que estão sempre conosco.
Há amigos que se veem, outros que se tocam, outros que se escrevem.
Há amigos que se vão embora, que nos deixam; amigos que voltam e outros que ficam.
Há amigos imortais, e amigos de distância.
Há amigos que se estranham, que se choram, que se pensam. Amigos que se desejam, que se abraçam, que se admiram.
Há amigos da noite, das sestas, e da madrugadaHá amigos homens, amigas mulheres, amigos cães.
Há amigos que deliram, outros que são poetas. Há os que dizem tudo, amigos que não dizem nada. Amigos novos, velhos, e velhos amigos.
Há amigos sem idade, amigos gordos, magros. Há amigos que não nos chamam, outros que nem sequer os chamamos. Amigos de pouco tempo, amigos de há uma hora, recentíssimos.
Há amigos que dejamos que se vão, outros que não podem vir, amigos que são ativos, e outros amigos de barro.
Há amigos de palavra, amigos incondicionais.
Há tambem amigos invisíveis, amigos sem lugar, amigos da rua.
Também há amigos que têm muito valor, amigos que pesam, amigos que são…
Amigos meus, amigos teus, amigos nossos.
Há muitos amigos; amigos comuns, amigos do teatro, da música, amigos de verdade.
Há amigos que estão tristes, outros que estão alegres, outros que simplesmente não estão.
Há amigos que estão na lua, outros com os pés na terra e outros no céu.
Todos, absolutamente todos os amigos têm algo em comum:
são INDISPENSAVEIS!!
COMO VOCE !
Há amigos eternos, amigos que são de pele e outros que são de ferro.
Há amigos do tempo de escola, do trabalho, da universidade, da tropa.
Amigos que se fazem, outros que se elegem, e amigos que se adotam.
Há amigos da alma, do coração, de sangue.
Há amigos de vidas passadas, amigos para toda a vida. Amigos que são mais que amigos.
Há amigos que são como irmãos, outros que são como pais; tambem há amigos que são como filhos.
Há amigos que estão conosco nos bons momentos, e outros que estão sempre conosco.
Há amigos que se veem, outros que se tocam, outros que se escrevem.
Há amigos que se vão embora, que nos deixam; amigos que voltam e outros que ficam.
Há amigos imortais, e amigos de distância.
Há amigos que se estranham, que se choram, que se pensam. Amigos que se desejam, que se abraçam, que se admiram.
Há amigos da noite, das sestas, e da madrugadaHá amigos homens, amigas mulheres, amigos cães.
Há amigos que deliram, outros que são poetas. Há os que dizem tudo, amigos que não dizem nada. Amigos novos, velhos, e velhos amigos.
Há amigos sem idade, amigos gordos, magros. Há amigos que não nos chamam, outros que nem sequer os chamamos. Amigos de pouco tempo, amigos de há uma hora, recentíssimos.
Há amigos que dejamos que se vão, outros que não podem vir, amigos que são ativos, e outros amigos de barro.
Há amigos de palavra, amigos incondicionais.
Há tambem amigos invisíveis, amigos sem lugar, amigos da rua.
Também há amigos que têm muito valor, amigos que pesam, amigos que são…
Amigos meus, amigos teus, amigos nossos.
Há muitos amigos; amigos comuns, amigos do teatro, da música, amigos de verdade.
Há amigos que estão tristes, outros que estão alegres, outros que simplesmente não estão.
Há amigos que estão na lua, outros com os pés na terra e outros no céu.
Todos, absolutamente todos os amigos têm algo em comum:
são INDISPENSAVEIS!!
COMO VOCE !
lunes, 26 de julio de 2010
Instantáneas dolorosas - Por Enrique Pinti
Cambalache
Instantáneas dolorosas
Por Enrique Pinti
Domingo 25 de julio de 2010
La otra tarde, agobiado por la monotonía televisiva de intermitencia obsesiva "mundial, chimentos, malas noticias de aquí y de allá, y polémicas interminables protagonizadas por extraños personajes algo descerebrados en el límite entre la realidad y la pesadilla", sin ganas de poner una peli en el DVD ni de salir a dar una vuelta por el mal tiempo reinante, opté por ordenar libros y escritos que, en alegre montón, rodeaban mi cama. Y, ¡eureka!, descubrí un libro de fotografías de la década del cuarenta. Con la fuerza de mil palabras aparecían imágenes inolvidables que, sin embargo, uno olvida quizá por no haberlas vivido (se trataba fundamentalmente de fotos de la Segunda Guerra Mundial en Europa y Estados Unidos) o por esa borratina que nuestro cerebro ejecuta con el horror de las espantosas bajezas de las que los seres humanos somos culpables y responsables, aunque más no sea por error u omisión. Caravanas de belgas, franceses y noruegos huyendo de los nazis; caras de niños pequeños haciendo mohínes y gestos de saludo a las cámaras, ajenos aún al horror que avanzaba a paso redoblado; los judíos polacos marchando hacia los trenes de la muerte que los llevarían a los campos de concentración; el hambre dibujada en las caras de hombres y mujeres; los niños ingleses llevados a lugares más seguros dentro del país y, en otros casos, partiendo hacia Estados Unidos; padres y madres disimulando el llanto de la despedida de esos hijos que quizá no volverían a ver; los refugios antiaéreos improvisados en los subterráneos, donde cantantes, músicos y cómicos del music hall hacían actuaciones para llevar un poco de alegría a esos compatriotas apiñados en los andenes y vías del metro; la aparente calma de la avenida de los Campos Elíseos, en la hermosa París, ante el paso de los tanques alemanes iniciando los cuatro años de terrible ocupación; el delirio imperial de Hitler posando ante la Torre Eiffel en una gris mañana de junio, que en el granulado blanco y negro de la foto parecía invernal, a pesar de ser pleno verano en Europa; las rebeliones del Gueto de Varsovia, los resistentes franceses fusilados a muy pocos días de la liberación de París, jóvenes de no más de veinticinco años muriendo sin poder ver el triunfo tan cercano, la reacción violenta y vengativa de los oprimidos por el nazismo arremetiendo contra los sospechosos de haber colaborado con el invasor, los jerarcas de Hitler impávidos en el banquillo de los acusados del Juicio de Nuremberg, las mujeres que habían intimado con el enemigo rapadas y con mirada perdida en la culpa y el desaliento; Mussolini y su amante, Clara Petacci, colgados boca abajo en una plaza de Milán, el triunfo de los Aliados, Berlín arrasada, Londres tratando de reconstruirse; soviéticos, norteamericanos, ingleses y franceses repartiéndose a Europa; alemanes famélicos y derrotados en un regreso sin gloria a sus hogares, júbilo en las calles de París con tanques americanos colmados de ciudadanos franceses, un marinero besando apasionadamente a una enfermera en Times Square, Nueva York, con las marquesinas de Broadway como fondo; el racionamiento de alimentos, la dura reinserción de los veteranos en la vida cotidiana que ya no volverá a ser la misma por culpa de traumas y alteraciones psíquicas debidas a los horrores sufridos en el frente.
Y todo esto en apenas una década, diez años, de 1940 a 1950, que son sólo una pequeña partícula en las arenas del tiempo, pero que marcaron vidas y muertes de millones de seres humanos arrastrados por un destino de guerras y sufrimientos, cobardías y heroísmos, grandezas y bajezas. Esas fotos, a modo de instantáneas de realidad pura y dura, son los testigos visuales que desde su quietud perpetúan momentos que no deberíamos olvidar, que no tendríamos que repetir y que a nosotros, argentinos de la eterna y muchas veces justificada queja, nos convendría repasar de vez en cuando para festejar lo que nunca nos pasó y lamentar lo que copiamos mal de esas represiones, violencias y prepotencias que ensombrecieron nuestra tradición de tierra de paz y promisión para aquellos que huyeron de esos horrores y nos eligieron como refugio.
revista@lanacion.com.ar
El autor es actor y escritor
Instantáneas dolorosas
Por Enrique Pinti
Domingo 25 de julio de 2010
La otra tarde, agobiado por la monotonía televisiva de intermitencia obsesiva "mundial, chimentos, malas noticias de aquí y de allá, y polémicas interminables protagonizadas por extraños personajes algo descerebrados en el límite entre la realidad y la pesadilla", sin ganas de poner una peli en el DVD ni de salir a dar una vuelta por el mal tiempo reinante, opté por ordenar libros y escritos que, en alegre montón, rodeaban mi cama. Y, ¡eureka!, descubrí un libro de fotografías de la década del cuarenta. Con la fuerza de mil palabras aparecían imágenes inolvidables que, sin embargo, uno olvida quizá por no haberlas vivido (se trataba fundamentalmente de fotos de la Segunda Guerra Mundial en Europa y Estados Unidos) o por esa borratina que nuestro cerebro ejecuta con el horror de las espantosas bajezas de las que los seres humanos somos culpables y responsables, aunque más no sea por error u omisión. Caravanas de belgas, franceses y noruegos huyendo de los nazis; caras de niños pequeños haciendo mohínes y gestos de saludo a las cámaras, ajenos aún al horror que avanzaba a paso redoblado; los judíos polacos marchando hacia los trenes de la muerte que los llevarían a los campos de concentración; el hambre dibujada en las caras de hombres y mujeres; los niños ingleses llevados a lugares más seguros dentro del país y, en otros casos, partiendo hacia Estados Unidos; padres y madres disimulando el llanto de la despedida de esos hijos que quizá no volverían a ver; los refugios antiaéreos improvisados en los subterráneos, donde cantantes, músicos y cómicos del music hall hacían actuaciones para llevar un poco de alegría a esos compatriotas apiñados en los andenes y vías del metro; la aparente calma de la avenida de los Campos Elíseos, en la hermosa París, ante el paso de los tanques alemanes iniciando los cuatro años de terrible ocupación; el delirio imperial de Hitler posando ante la Torre Eiffel en una gris mañana de junio, que en el granulado blanco y negro de la foto parecía invernal, a pesar de ser pleno verano en Europa; las rebeliones del Gueto de Varsovia, los resistentes franceses fusilados a muy pocos días de la liberación de París, jóvenes de no más de veinticinco años muriendo sin poder ver el triunfo tan cercano, la reacción violenta y vengativa de los oprimidos por el nazismo arremetiendo contra los sospechosos de haber colaborado con el invasor, los jerarcas de Hitler impávidos en el banquillo de los acusados del Juicio de Nuremberg, las mujeres que habían intimado con el enemigo rapadas y con mirada perdida en la culpa y el desaliento; Mussolini y su amante, Clara Petacci, colgados boca abajo en una plaza de Milán, el triunfo de los Aliados, Berlín arrasada, Londres tratando de reconstruirse; soviéticos, norteamericanos, ingleses y franceses repartiéndose a Europa; alemanes famélicos y derrotados en un regreso sin gloria a sus hogares, júbilo en las calles de París con tanques americanos colmados de ciudadanos franceses, un marinero besando apasionadamente a una enfermera en Times Square, Nueva York, con las marquesinas de Broadway como fondo; el racionamiento de alimentos, la dura reinserción de los veteranos en la vida cotidiana que ya no volverá a ser la misma por culpa de traumas y alteraciones psíquicas debidas a los horrores sufridos en el frente.
Y todo esto en apenas una década, diez años, de 1940 a 1950, que son sólo una pequeña partícula en las arenas del tiempo, pero que marcaron vidas y muertes de millones de seres humanos arrastrados por un destino de guerras y sufrimientos, cobardías y heroísmos, grandezas y bajezas. Esas fotos, a modo de instantáneas de realidad pura y dura, son los testigos visuales que desde su quietud perpetúan momentos que no deberíamos olvidar, que no tendríamos que repetir y que a nosotros, argentinos de la eterna y muchas veces justificada queja, nos convendría repasar de vez en cuando para festejar lo que nunca nos pasó y lamentar lo que copiamos mal de esas represiones, violencias y prepotencias que ensombrecieron nuestra tradición de tierra de paz y promisión para aquellos que huyeron de esos horrores y nos eligieron como refugio.
revista@lanacion.com.ar
El autor es actor y escritor
Generosidad en la sangre - Por Sergio Sinay
Oxígeno / Diálogos del alma
Generosidad en la sangre
Por Sergio Sinay
Domingo 25 de julio de 2010 | Publicado en edición impresa
Señor Sinay: Argentina fue elegida como sede de la celebración del Día Mundial del Donante de Sangre en 2011. Este evento internacional, que se realiza cada 14 de junio, por primera vez ocurrirá en América Latina. Hace falta que el 3 al 5% de la población esté dispuesto y en condiciones de donar por lo menos una vez al año para abastecer la demanda de hemocomponentes. Estamos muy lejos de esta cifra, ya que la inmensa mayoría de nuestros donantes concurren por un pedido puntual, en general de amigos o parientes del paciente que lo necesita. Seguramente habrá explicaciones de por qué una persona está dispuesta a donar sin recibir a cambio más que la satisfacción personal o la consideración de la comunidad. Un cambio cultural se hace a través de las personas, y éstas tienen que comprender la necesidad y actuar en consecuencia. Más allá de las consideraciones referentes al carácter de irreemplazable de la sangre, ya que no se puede fabricar, y de su importancia para salvar vidas, ¿qué movería a las personas a actuar en forma altruista?
Dr. Roberto Jorge Fernandez, Director Medico del Centro Regional de Hemoterapia, Fundacion Hemocentro Buenos Aires
Médicos y enfermeros del Hospital de Stanford, en Estados Unidos, suelen recordar el caso de una nena de nombre Liz, que padecía una enfermedad extraña a la que sólo podría sobrevivir si recibía sangre de su hermano menor, de cinco años, que había superado el mismo mal y había desarrollado anticuerpos. Con sencillez, le explicaron al chico la situación y le preguntaron si estaba dispuesto. Dijo que, si eso salvaba a su hermana, lo haría. Durante la transfusión estaban en camas paralelas. Cuando el niño vio que la cara de Liz tomaba color, preguntó: "¿En qué momento moriré?" Había imaginado que Liz recibiría toda su sangre y que él le donaba, en realidad, su propia vida.
Este hecho, rescatado por Jaume Soler y Mercé Conangla, padres de la ecología emocional (en el libro del mismo nombre), atañe a la generosidad, que el filósofo francés André Comte-Sponville considera como la virtud del don. Cuando uno da lo que necesitan aquellos a quienes conoce o ama, o con quienes comparte parentesco, nacionalidad, ideología, profesión o demás atributos, uno es solidario, señala Comte-Sponville. La solidaridad puede, incluso, imponerse a través de impuestos, de contratos, de campañas, de festivales, o puede ser guiada por conveniencias (mantener una amistad, una sociedad, una apariencia, una imagen). La generosidad es diferente. Bajo su influjo se actúa en beneficio de alguien aun sin compartir nada con él, se le hace un bien aun cuando eso pueda debilitarnos, se da (como dice un viejo proverbio árabe) antes de que se nos pida y, finalmente, se lo hace incluso sin que nadie se entere y sin ningún fin ulterior (como escuchar a un cantante, ver futbolistas, obtener puntajes o descuentos). El hermano de Liz brindaba (según él creía) su vida, algo que él mismo necesitaba. Ese es el meollo de la generosidad: el otro, el prójimo. En este punto se toca con el altruismo, término creado por Augusto Comte (1798-1857), filósofo y padre de la sociología. Comte sostenía que los únicos actos morales son aquellos que tienen como fin el bien del otro.
Una campaña como la del Día Mundial del Donante de Sangre, que menciona nuestro amigo Roberto, será muy necesaria como activadora de la solidaridad, pero, si sólo queda en eso, el efecto puede apagarse cuando esa misma campaña se cierre. Distinto será si despierta la generosidad. Cuando ésta se instala, luego no necesita campañas. No hay llamados a la generosidad, como los hay a la solidaridad. Tampoco al amor, sostén de la generosidad. La donación de sangre no requiere de facultades especiales; es un acto que va más allá de condiciones sociales, económicas y culturales; es una manera real, efectiva, accesible y activa de recordar que somos parte de un todo. Debería ser una muestra habitual de generosidad. La sangre es un símbolo, algo que nos es común, que todos compartimos, que circula sin barreras idiomáticas, religiosas, nacionales. Cuando la donamos, sin preguntar a quién, por qué, para qué, donamos, simplemente, humanidad. No hay premios por eso, no debe haberlos. "Cuando uno es generoso con la intención de recibir algo a cambio o de obtener una buena reputación o de ser aceptado, entonces no está actuando como un ser iluminado", dice el Dalai Lama. Y sugiere que, acaso, la famosa iluminación no es algo misterioso ni esotérico, que quizá sea sólo una manifestación de la generosidad.
sergiosinay@gmail.com
Generosidad en la sangre
Por Sergio Sinay
Domingo 25 de julio de 2010 | Publicado en edición impresa
Señor Sinay: Argentina fue elegida como sede de la celebración del Día Mundial del Donante de Sangre en 2011. Este evento internacional, que se realiza cada 14 de junio, por primera vez ocurrirá en América Latina. Hace falta que el 3 al 5% de la población esté dispuesto y en condiciones de donar por lo menos una vez al año para abastecer la demanda de hemocomponentes. Estamos muy lejos de esta cifra, ya que la inmensa mayoría de nuestros donantes concurren por un pedido puntual, en general de amigos o parientes del paciente que lo necesita. Seguramente habrá explicaciones de por qué una persona está dispuesta a donar sin recibir a cambio más que la satisfacción personal o la consideración de la comunidad. Un cambio cultural se hace a través de las personas, y éstas tienen que comprender la necesidad y actuar en consecuencia. Más allá de las consideraciones referentes al carácter de irreemplazable de la sangre, ya que no se puede fabricar, y de su importancia para salvar vidas, ¿qué movería a las personas a actuar en forma altruista?
Dr. Roberto Jorge Fernandez, Director Medico del Centro Regional de Hemoterapia, Fundacion Hemocentro Buenos Aires
Médicos y enfermeros del Hospital de Stanford, en Estados Unidos, suelen recordar el caso de una nena de nombre Liz, que padecía una enfermedad extraña a la que sólo podría sobrevivir si recibía sangre de su hermano menor, de cinco años, que había superado el mismo mal y había desarrollado anticuerpos. Con sencillez, le explicaron al chico la situación y le preguntaron si estaba dispuesto. Dijo que, si eso salvaba a su hermana, lo haría. Durante la transfusión estaban en camas paralelas. Cuando el niño vio que la cara de Liz tomaba color, preguntó: "¿En qué momento moriré?" Había imaginado que Liz recibiría toda su sangre y que él le donaba, en realidad, su propia vida.
Este hecho, rescatado por Jaume Soler y Mercé Conangla, padres de la ecología emocional (en el libro del mismo nombre), atañe a la generosidad, que el filósofo francés André Comte-Sponville considera como la virtud del don. Cuando uno da lo que necesitan aquellos a quienes conoce o ama, o con quienes comparte parentesco, nacionalidad, ideología, profesión o demás atributos, uno es solidario, señala Comte-Sponville. La solidaridad puede, incluso, imponerse a través de impuestos, de contratos, de campañas, de festivales, o puede ser guiada por conveniencias (mantener una amistad, una sociedad, una apariencia, una imagen). La generosidad es diferente. Bajo su influjo se actúa en beneficio de alguien aun sin compartir nada con él, se le hace un bien aun cuando eso pueda debilitarnos, se da (como dice un viejo proverbio árabe) antes de que se nos pida y, finalmente, se lo hace incluso sin que nadie se entere y sin ningún fin ulterior (como escuchar a un cantante, ver futbolistas, obtener puntajes o descuentos). El hermano de Liz brindaba (según él creía) su vida, algo que él mismo necesitaba. Ese es el meollo de la generosidad: el otro, el prójimo. En este punto se toca con el altruismo, término creado por Augusto Comte (1798-1857), filósofo y padre de la sociología. Comte sostenía que los únicos actos morales son aquellos que tienen como fin el bien del otro.
Una campaña como la del Día Mundial del Donante de Sangre, que menciona nuestro amigo Roberto, será muy necesaria como activadora de la solidaridad, pero, si sólo queda en eso, el efecto puede apagarse cuando esa misma campaña se cierre. Distinto será si despierta la generosidad. Cuando ésta se instala, luego no necesita campañas. No hay llamados a la generosidad, como los hay a la solidaridad. Tampoco al amor, sostén de la generosidad. La donación de sangre no requiere de facultades especiales; es un acto que va más allá de condiciones sociales, económicas y culturales; es una manera real, efectiva, accesible y activa de recordar que somos parte de un todo. Debería ser una muestra habitual de generosidad. La sangre es un símbolo, algo que nos es común, que todos compartimos, que circula sin barreras idiomáticas, religiosas, nacionales. Cuando la donamos, sin preguntar a quién, por qué, para qué, donamos, simplemente, humanidad. No hay premios por eso, no debe haberlos. "Cuando uno es generoso con la intención de recibir algo a cambio o de obtener una buena reputación o de ser aceptado, entonces no está actuando como un ser iluminado", dice el Dalai Lama. Y sugiere que, acaso, la famosa iluminación no es algo misterioso ni esotérico, que quizá sea sólo una manifestación de la generosidad.
sergiosinay@gmail.com
martes, 20 de julio de 2010
Manual para recibirse de cool - Por Rolando Hanglin
Pensamientos incorrectos
Manual para recibirse de cool
Por Rolando Hanglin
Especial para lanacion.com
20.07.2010
Algunas personas que dicen ser sabias aseguran que la humanidad fue siempre igual, desde la edad de piedra hasta la sociedad del conocimiento. Cada generación, al conocer la vida, encuentra una gran crisis de valores morales, una decadencia espantosa y sospecha la inminencia del fin del mundo.
Pero sólo porque ignora lo que vivió la generación anterior, y los abuelos, y los bisabuelos, y más atrás los padres de la patria, y los Incas antes de Colón, y antes aún los griegos y romanos, y antes los persas, los egipcios, los súmeros. Todo fue siempre igual. Nos escandalizamos porque somos ignorantes.
Por ejemplo, según estos hombres sabios:
1. Los jóvenes siempre fueron desobedientes y burros
2. Los niños siempre fueron malcriados
3. Los hijos siempre fueron ingratos con sus padres
4. Los padres siempre fueron tiranos de sus hijos
5. Los varones siempre fueron infieles
6. Las mujeres siempre fueron infieles e interesadas
7. Los amigos siempre fueron traidores
8. Los amores siempre fueron pasajeros
9. Los poderosos siempre fueron corruptos
10. Los jueces siempre perjudicaron a los pobres
11. Los ricos siempre fueron frívolos
12. Los pobres siempre fueron haraganes e ignorantes
13. Las mujeres lindas siempre eligieron hombres ricos
14. El pueblo siempre se dejó engañar por demagogos
15. Los hombres de talento siempre fueron ignorados en vida
Y así de seguido. Lo único que va cambiando es el entorno, la técnica, la medicina, la construcción, los medios de comunicación. Es decir que puede verificarse un gran progreso material, pero la misma base humana, que fue siempre "decadente".
Si esto es cierto, sólo nos queda adaptarnos al tiempo que llega. La jerga, el modo de llamar a las cosas por un nombre, constantemente reinventado, y repetir las morisquetas de moda. Porque lo demás es invariable. Hoy día, la idea imperante es ser cool (progre, de centro-derecha, hétero o gay) y ponemos a disposición de los lectores el siguiente glosario, que les permitirá (por ahora) recibirse con diploma y medalla de oro.
1. "Estoy creciendo". Significa que uno está evolucionando en la sapiencia, incluso a partir de sus derrotas. Se hace más experimentado y más sabio, porque "crecer" ya no es algo que sucede de todas maneras por razones biológicas como en las plantas o los animales, sino que uno se propone crecer.
2. "Me hace ruido". Significa que una determinada palabra, testimonio, relato, comentario o sucedido no termina de convencernos. No es "música para nuestros oídos" (expresión antigua y ya descartada) sino que nos "hace ruido". Desafina. Es disonante.
3. "Decidimos darnos un tiempo". Ocurre en las parejas hombre-mujer cuando ambos están aburridos o disgustados con el otro, de manera que convienen dejar de verse por quince días o un mes. Durante ese lapso, probarán suerte con otros hombres y/o mujeres, según sea el caso. Si se "enganchan" con otro (ese es el verbo que debe emplearse) mandan a la miércoles, ya definitivamente, a la pareja que se quedó esperando el paso de aquel "tiempo". Debe entenderse este tiempo, en la realidad de las cosas sexuales, como un período de actividad frenética y búsqueda febril de alguien mejor. Si no, "estás en el horno". Anoten esta expresión.
4. "Estamos refundando la pareja". Significa que él y ella, después de la infidelidad de uno de ellos y la consiguiente pelotera, acuerdan empezar de nuevo con los mismos vicios y virtudes de siempre.
5. "Esa persona se reinventa constantemente". Significa que este individuo, mañero e inconstante, busca nuevos caminos para desconcertar a sus víctimas y hacerles el daño acostumbrado.
6. "Esa palabra me quedó picando". Expresión que viene del fútbol, deporte en el cual una pelota perdida o suelta, picando en el área, representa la oportunidad ideal para que el delantero se apresure a clavarla de bolea en la red, golpeándola con el empeine (por eso es ideal que esté "picando", o sea botando). Algunos psicólogos, periodistas, políticos y opinadores libres emplean la expresión para dar a entender que, en el discurso del otro, hubo una cosa que no pudieron digerir.
7. "¡Lo cambio de tema!". Anuncio que hacen los periodistas cuando dialogan con sus amigos íntimos, los políticos. Por supuesto, cada pregunta es sinónimo de un asunto distinto, pero el periodista necesita anunciarlo para que el político esté prevenido de que, ahora sí, viene un pasaje sorprendente de esta entrevista que, hasta el momento, era totalmente previsible, palabra por palabra.
8. "¿Me seguís?". Significa que el dicente está desvariando y no sabe para donde agarrar, de modo que, antes de iniciar un discurso menos confuso, quiere asegurarse de que el otro está despierto.
9. "Está bueno". A veces vulgarizado como "tá güeno". La dicción correcta es con todas las letras: "Está bueno". Significa que algo es conveniente, favorable, bonito, indicado, seductor, aconsejable. Por ejemplo: "Dialogar estás bueno". "Disentir está bueno". "Involucrarse está bueno".
10. "Tener sexo". Ya no se emplea "hacer el amor", "acostarse", "tener comercio sexual", "contacto carnal" o "mantener relaciones". No. La manera de llamar a este viejo asunto inmemorial es "tener sexo", traducido del inglés to have sex .
11. "Tener buen sexo". Lo mismo de antes pero con ganas.
12. Usar comillas gestuales. Cuando una persona cool repite las palabras poco creíbles de alguien, marca con los dedos índice y medio el signo de comillas en el aire. Esto se efectúa de manera aparatosa, con ambas manos, y se acompaña de una mueca escéptica.
Con sólo utilizar estas expresiones, el lector puede estar seguro de que no pasará por tonto en ninguna reunión. Le recordamos también que TQM significa "te quiero mucho" (frase que significa "hasta luego") y armado de este sencillo vocabulario podrá festejar el Día del Amigo.
¡Oh, habíamos cometido una imperdonable omisión! El calendario de fiestas de guardar: fundamental. Hoy no es importante celebrar la Navidad, ni el Año Nuevo, ni Reyes, ni Semana Santa, ni el cumpleaños de una persona o su santo, no se conmemora la muerte de nadie, no se celebra el Día de la Tradición (?) ni el de la Primavera, ni el Inti Raymi (Año Nuevo de los pueblos originarios) ni ninguna de esas cosas. Las fechas que emocionan a una persona cool son tres: el Día del Amigo (comida inevitable en un restaurant de Las Cañitas, Palermo Hollywood o sitio similar) Halloween y San Patricio. Es cierto que no sabemos qué diablos significa Halloween, pero está bueno, para los chicos. San Patricio consiste en emborracharse con amigos y amigas, digan lo que digan los irlandeses, que son tan católicos.
En el fondo, no se diferencia demasiado de la reunión de los jueves: after office . Se trata de una bacanal que los matrimonios jóvenes realizan una vez por semana, pero cada cual por su lado. Hombre y mujer se cortan solos para compartir una ruidosa juerga en un bar o boliche, desde las 20 hasta la madrugada, y luego se reencuentran en el lecho nupcial, donde no se cuentan lo que han hecho uno y otra, ya que lo vivido "fuera de la pareja" pertenece a la intimidad de cada uno.
Bien, esto es todo. No olvide descartar cualquier asado y encargar sushi por delivery. Cuesta el triple, obvio.
Manual para recibirse de cool
Por Rolando Hanglin
Especial para lanacion.com
20.07.2010
Algunas personas que dicen ser sabias aseguran que la humanidad fue siempre igual, desde la edad de piedra hasta la sociedad del conocimiento. Cada generación, al conocer la vida, encuentra una gran crisis de valores morales, una decadencia espantosa y sospecha la inminencia del fin del mundo.
Pero sólo porque ignora lo que vivió la generación anterior, y los abuelos, y los bisabuelos, y más atrás los padres de la patria, y los Incas antes de Colón, y antes aún los griegos y romanos, y antes los persas, los egipcios, los súmeros. Todo fue siempre igual. Nos escandalizamos porque somos ignorantes.
Por ejemplo, según estos hombres sabios:
1. Los jóvenes siempre fueron desobedientes y burros
2. Los niños siempre fueron malcriados
3. Los hijos siempre fueron ingratos con sus padres
4. Los padres siempre fueron tiranos de sus hijos
5. Los varones siempre fueron infieles
6. Las mujeres siempre fueron infieles e interesadas
7. Los amigos siempre fueron traidores
8. Los amores siempre fueron pasajeros
9. Los poderosos siempre fueron corruptos
10. Los jueces siempre perjudicaron a los pobres
11. Los ricos siempre fueron frívolos
12. Los pobres siempre fueron haraganes e ignorantes
13. Las mujeres lindas siempre eligieron hombres ricos
14. El pueblo siempre se dejó engañar por demagogos
15. Los hombres de talento siempre fueron ignorados en vida
Y así de seguido. Lo único que va cambiando es el entorno, la técnica, la medicina, la construcción, los medios de comunicación. Es decir que puede verificarse un gran progreso material, pero la misma base humana, que fue siempre "decadente".
Si esto es cierto, sólo nos queda adaptarnos al tiempo que llega. La jerga, el modo de llamar a las cosas por un nombre, constantemente reinventado, y repetir las morisquetas de moda. Porque lo demás es invariable. Hoy día, la idea imperante es ser cool (progre, de centro-derecha, hétero o gay) y ponemos a disposición de los lectores el siguiente glosario, que les permitirá (por ahora) recibirse con diploma y medalla de oro.
1. "Estoy creciendo". Significa que uno está evolucionando en la sapiencia, incluso a partir de sus derrotas. Se hace más experimentado y más sabio, porque "crecer" ya no es algo que sucede de todas maneras por razones biológicas como en las plantas o los animales, sino que uno se propone crecer.
2. "Me hace ruido". Significa que una determinada palabra, testimonio, relato, comentario o sucedido no termina de convencernos. No es "música para nuestros oídos" (expresión antigua y ya descartada) sino que nos "hace ruido". Desafina. Es disonante.
3. "Decidimos darnos un tiempo". Ocurre en las parejas hombre-mujer cuando ambos están aburridos o disgustados con el otro, de manera que convienen dejar de verse por quince días o un mes. Durante ese lapso, probarán suerte con otros hombres y/o mujeres, según sea el caso. Si se "enganchan" con otro (ese es el verbo que debe emplearse) mandan a la miércoles, ya definitivamente, a la pareja que se quedó esperando el paso de aquel "tiempo". Debe entenderse este tiempo, en la realidad de las cosas sexuales, como un período de actividad frenética y búsqueda febril de alguien mejor. Si no, "estás en el horno". Anoten esta expresión.
4. "Estamos refundando la pareja". Significa que él y ella, después de la infidelidad de uno de ellos y la consiguiente pelotera, acuerdan empezar de nuevo con los mismos vicios y virtudes de siempre.
5. "Esa persona se reinventa constantemente". Significa que este individuo, mañero e inconstante, busca nuevos caminos para desconcertar a sus víctimas y hacerles el daño acostumbrado.
6. "Esa palabra me quedó picando". Expresión que viene del fútbol, deporte en el cual una pelota perdida o suelta, picando en el área, representa la oportunidad ideal para que el delantero se apresure a clavarla de bolea en la red, golpeándola con el empeine (por eso es ideal que esté "picando", o sea botando). Algunos psicólogos, periodistas, políticos y opinadores libres emplean la expresión para dar a entender que, en el discurso del otro, hubo una cosa que no pudieron digerir.
7. "¡Lo cambio de tema!". Anuncio que hacen los periodistas cuando dialogan con sus amigos íntimos, los políticos. Por supuesto, cada pregunta es sinónimo de un asunto distinto, pero el periodista necesita anunciarlo para que el político esté prevenido de que, ahora sí, viene un pasaje sorprendente de esta entrevista que, hasta el momento, era totalmente previsible, palabra por palabra.
8. "¿Me seguís?". Significa que el dicente está desvariando y no sabe para donde agarrar, de modo que, antes de iniciar un discurso menos confuso, quiere asegurarse de que el otro está despierto.
9. "Está bueno". A veces vulgarizado como "tá güeno". La dicción correcta es con todas las letras: "Está bueno". Significa que algo es conveniente, favorable, bonito, indicado, seductor, aconsejable. Por ejemplo: "Dialogar estás bueno". "Disentir está bueno". "Involucrarse está bueno".
10. "Tener sexo". Ya no se emplea "hacer el amor", "acostarse", "tener comercio sexual", "contacto carnal" o "mantener relaciones". No. La manera de llamar a este viejo asunto inmemorial es "tener sexo", traducido del inglés to have sex .
11. "Tener buen sexo". Lo mismo de antes pero con ganas.
12. Usar comillas gestuales. Cuando una persona cool repite las palabras poco creíbles de alguien, marca con los dedos índice y medio el signo de comillas en el aire. Esto se efectúa de manera aparatosa, con ambas manos, y se acompaña de una mueca escéptica.
Con sólo utilizar estas expresiones, el lector puede estar seguro de que no pasará por tonto en ninguna reunión. Le recordamos también que TQM significa "te quiero mucho" (frase que significa "hasta luego") y armado de este sencillo vocabulario podrá festejar el Día del Amigo.
¡Oh, habíamos cometido una imperdonable omisión! El calendario de fiestas de guardar: fundamental. Hoy no es importante celebrar la Navidad, ni el Año Nuevo, ni Reyes, ni Semana Santa, ni el cumpleaños de una persona o su santo, no se conmemora la muerte de nadie, no se celebra el Día de la Tradición (?) ni el de la Primavera, ni el Inti Raymi (Año Nuevo de los pueblos originarios) ni ninguna de esas cosas. Las fechas que emocionan a una persona cool son tres: el Día del Amigo (comida inevitable en un restaurant de Las Cañitas, Palermo Hollywood o sitio similar) Halloween y San Patricio. Es cierto que no sabemos qué diablos significa Halloween, pero está bueno, para los chicos. San Patricio consiste en emborracharse con amigos y amigas, digan lo que digan los irlandeses, que son tan católicos.
En el fondo, no se diferencia demasiado de la reunión de los jueves: after office . Se trata de una bacanal que los matrimonios jóvenes realizan una vez por semana, pero cada cual por su lado. Hombre y mujer se cortan solos para compartir una ruidosa juerga en un bar o boliche, desde las 20 hasta la madrugada, y luego se reencuentran en el lecho nupcial, donde no se cuentan lo que han hecho uno y otra, ya que lo vivido "fuera de la pareja" pertenece a la intimidad de cada uno.
Bien, esto es todo. No olvide descartar cualquier asado y encargar sushi por delivery. Cuesta el triple, obvio.
viernes, 16 de julio de 2010
Os cinco preceitos budistas para encontrar a paz interior
EQUILÍBRIO:
Os cinco preceitos budistas para encontrar a paz interior
O estabelecimento de uma relação harmoniosa e virtuosa com o mundo traz bem-estar e leveza ao coração e clareza imperturbável para a mente. Uma base virtuosa traz grande felicidade e liberação em si mesma e é a precondição para a meditação sábia. Com essa base podemos estar conscientes e não desperdiçar a extraordinária oportunidade de um nascimento humano, a oportunidade de crescer em compaixão e na compreensão verdadeira em nossa vida.
O Buda delimitou cinco áreas de moralidade básica que levam à uma vida consciente. Estas regras de treinamento não são mandamentos; são guias de direção que nos ajudam a viver mais harmoniosamente e a desenvolver a paz e o poder da mente.
Primeiro Preceito: OBSERVO O PRECEITO DE ABSTER-ME DE DESTRUIR OS SERES VIVOS.
Significa honrar toda a vida, não agir por conta do ódio ou da aversão de tal modo que cause mal a qualquer criatura viva. A idéia é trabalhar para desenvolver uma reverência e amor pela vida em todas as suas formas. Ciente do sofrimento causado pela destruição da vida, comprometo-me cultivar a compaixão e aprender meios de proteger a vida das pessoas, dos animais e das plantas. Estou determinado a não matar e a não deixar outros matar como também não desculpar qualquer ato de morte no mundo, em meu pensamento e no meu modo de vida.
Segundo Preceito: OBSERVO O PRECEITO DE ABSTER-ME DE TOMAR O QUE NÃO ME FOR DADO.
Significa que não devemos tirar o que é dos outros. Precisamos abandonar a avidez e não pegar demais.
Ciente do sofrimento causado pela exploração, injustiça social, roubo e opressão, comprometo-me cultivar a bondade amorosa e aprender meios de trabalhar para o bem estar das pessoas, animais e plantas. Comprometo-me a praticar a generosidade dividindo meu tempo, energia e recursos materiais com aqueles que estão necessitando.
Estou determinado a não roubar e não possuir o que pertença a pessoa.
Terceiro Preceito: OBSERVO O PRECEITO DE ABSTER-ME DE MÁ CONDUTA SEXUAL.
Ciente do sofrimento causado pela má conduta sexual, comprometo-me cultivar a responsabilidade e aprender meios para proteger a segurança e a integridade dos indivíduos, casais, famílias e da sociedade. A fim de preservar a minha felicidade e a dos outros estou determinado a respeitar meus compromissos e os dos outros.
Quarto Preceito: OBSERVO O PRECEITO DE ABSTER-ME DA PALAVRA FALSA.
Ciente do sofrimento causado pela fala irrefletida e também pela inabilidade em ouvir as pessoas, dedico-me a cultivar a palavra amorosa, gentil e verdadeira. Dedico-me também a escutar as pessoas com o propósito de trazer alegria e felicidade a elas e aliviar seus sofrimentos. Prometo aprender a falar a verdade, usando palavras que inspirem confiança, alegria e esperança. Evitarei proferir palavras que possam causar divisão ou discórdia numa família ou numa comunidade. Não medirei esforços para reconciliar e resolver conflitos.
Quinto Preceito: OBSERVO O PRECEITO DE ABSTER-ME DE TOMAR BEBIDAS ALCOÓLICAS QUE PERTURBAM A MENTE.
Significa que devemos evitar usar tóxicos à ponto de tornar nossa mente turva e devemos devotar nossas vidas para desenvolver a clareza e a vigilância. Temos apenas uma mente, portanto devemos cuidar bem dela. Existe milhares de alcoólatras e de pessoas que abusam das drogas. Sua inconsciência e o uso das drogas causam-lhes muita dor, assim como às suas famílias e a todos com quem mantém contato. Viver conscientemente não é fácil - significa que muitas vezes teremos que enfrentar medos e dores que desafiam nosso coração.
O quinto preceito e o terceiro estão interligados. Ambos tratam de comportamentos destrutivos e desestabilizadores. Estes preceitos são remédios certos para curar-nos. Precisamos apenas nos observar e também a aqueles próximos a nós para vermos a verdade. Nossa estabilidade, da nossa família e da sociedade não pode ser obtida sem a prática desses preceitos. Observando indivíduos e famílias que são instáveis e infelizes, veremos que muitos deles não praticam esses preceitos. Praticar esses preceitos é o melhor meio de restaurar a estabilidade no seio da família e na sociedade. Para muitas pessoas esses preceitos são fáceis de serem seguidos, para outros, muito difícil. É importante para essas pessoas juntar-se a outras e compartilhar suas experiências.
"Que todas as coisas boas fluam para você,
que todas as doenças desapareçam,
que os perigos não o alcancem,
que você tenha uma vida longa e feliz".
Monge Zen Budista Getúlio Taigen (Tel.:9684-7831)
Os cinco preceitos budistas para encontrar a paz interior
O estabelecimento de uma relação harmoniosa e virtuosa com o mundo traz bem-estar e leveza ao coração e clareza imperturbável para a mente. Uma base virtuosa traz grande felicidade e liberação em si mesma e é a precondição para a meditação sábia. Com essa base podemos estar conscientes e não desperdiçar a extraordinária oportunidade de um nascimento humano, a oportunidade de crescer em compaixão e na compreensão verdadeira em nossa vida.
O Buda delimitou cinco áreas de moralidade básica que levam à uma vida consciente. Estas regras de treinamento não são mandamentos; são guias de direção que nos ajudam a viver mais harmoniosamente e a desenvolver a paz e o poder da mente.
Primeiro Preceito: OBSERVO O PRECEITO DE ABSTER-ME DE DESTRUIR OS SERES VIVOS.
Significa honrar toda a vida, não agir por conta do ódio ou da aversão de tal modo que cause mal a qualquer criatura viva. A idéia é trabalhar para desenvolver uma reverência e amor pela vida em todas as suas formas. Ciente do sofrimento causado pela destruição da vida, comprometo-me cultivar a compaixão e aprender meios de proteger a vida das pessoas, dos animais e das plantas. Estou determinado a não matar e a não deixar outros matar como também não desculpar qualquer ato de morte no mundo, em meu pensamento e no meu modo de vida.
Segundo Preceito: OBSERVO O PRECEITO DE ABSTER-ME DE TOMAR O QUE NÃO ME FOR DADO.
Significa que não devemos tirar o que é dos outros. Precisamos abandonar a avidez e não pegar demais.
Ciente do sofrimento causado pela exploração, injustiça social, roubo e opressão, comprometo-me cultivar a bondade amorosa e aprender meios de trabalhar para o bem estar das pessoas, animais e plantas. Comprometo-me a praticar a generosidade dividindo meu tempo, energia e recursos materiais com aqueles que estão necessitando.
Estou determinado a não roubar e não possuir o que pertença a pessoa.
Terceiro Preceito: OBSERVO O PRECEITO DE ABSTER-ME DE MÁ CONDUTA SEXUAL.
Ciente do sofrimento causado pela má conduta sexual, comprometo-me cultivar a responsabilidade e aprender meios para proteger a segurança e a integridade dos indivíduos, casais, famílias e da sociedade. A fim de preservar a minha felicidade e a dos outros estou determinado a respeitar meus compromissos e os dos outros.
Quarto Preceito: OBSERVO O PRECEITO DE ABSTER-ME DA PALAVRA FALSA.
Ciente do sofrimento causado pela fala irrefletida e também pela inabilidade em ouvir as pessoas, dedico-me a cultivar a palavra amorosa, gentil e verdadeira. Dedico-me também a escutar as pessoas com o propósito de trazer alegria e felicidade a elas e aliviar seus sofrimentos. Prometo aprender a falar a verdade, usando palavras que inspirem confiança, alegria e esperança. Evitarei proferir palavras que possam causar divisão ou discórdia numa família ou numa comunidade. Não medirei esforços para reconciliar e resolver conflitos.
Quinto Preceito: OBSERVO O PRECEITO DE ABSTER-ME DE TOMAR BEBIDAS ALCOÓLICAS QUE PERTURBAM A MENTE.
Significa que devemos evitar usar tóxicos à ponto de tornar nossa mente turva e devemos devotar nossas vidas para desenvolver a clareza e a vigilância. Temos apenas uma mente, portanto devemos cuidar bem dela. Existe milhares de alcoólatras e de pessoas que abusam das drogas. Sua inconsciência e o uso das drogas causam-lhes muita dor, assim como às suas famílias e a todos com quem mantém contato. Viver conscientemente não é fácil - significa que muitas vezes teremos que enfrentar medos e dores que desafiam nosso coração.
O quinto preceito e o terceiro estão interligados. Ambos tratam de comportamentos destrutivos e desestabilizadores. Estes preceitos são remédios certos para curar-nos. Precisamos apenas nos observar e também a aqueles próximos a nós para vermos a verdade. Nossa estabilidade, da nossa família e da sociedade não pode ser obtida sem a prática desses preceitos. Observando indivíduos e famílias que são instáveis e infelizes, veremos que muitos deles não praticam esses preceitos. Praticar esses preceitos é o melhor meio de restaurar a estabilidade no seio da família e na sociedade. Para muitas pessoas esses preceitos são fáceis de serem seguidos, para outros, muito difícil. É importante para essas pessoas juntar-se a outras e compartilhar suas experiências.
"Que todas as coisas boas fluam para você,
que todas as doenças desapareçam,
que os perigos não o alcancem,
que você tenha uma vida longa e feliz".
Monge Zen Budista Getúlio Taigen (Tel.:9684-7831)
jueves, 8 de julio de 2010
Uma Dieta que funciona - Luís Fernando Veríssimo
Simplicidade
Cada semana, uma novidade. A última, foi que pizza previne câncer do esôfago. Acho a maior graça. Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas, peraí, não exagere...
Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos.
Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde.
Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas, depois, rejuvenesço uns cinco anos ! Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de ideias !
Brigar, me provoca arritmia cardíaca. Ver pessoas tendo acessos de estupidez, me embrulha o estômago !
Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro, me faz perder toda a fé no ser humano...
E telejornais... Os médicos deveriam proibir... como doem !
Caminhar faz bem, namorar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo, faz muito bem: você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.
Acordar de manhã, arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite, isso sim, é prejudicial à saúde.
E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda.
Não pedir perdão pelas nossas mancadas, dá câncer, guardar mágoas, ser pessimista, preconceituoso ou falso moralista, não há tomate ou muzzarela que previna !
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau !
Cinema é melhor pra saúde do que pipoca.
Conversa é melhor do que piada.
Exercício é melhor do que cirurgia.
Humor é melhor do que rancor.
Amigos são melhores do que gente influente.
Economia é melhor do que dívida.
Pergunta é melhor do que dúvida.
Sonhar é o melhor de tudo e muito melhor do que nada !
Luís Fernando Veríssimo
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