martes, 23 de marzo de 2010

EL CONTRALUZ DE LA ENVIDIA - Por Sergio Sinay

El contraluz de la envidia
Por Sergio Sinay


Señor Sinay: ¿Se puede escribir y reflexionar algo acerca del envidiado, acerca de los prejuicios y las supersticiones que caen sobre él? Todo lo que conozco y he leído en cuanto a la envidia hace referencia sólo al envidioso. Adolfo Dabat

Si es poco lo que nuestro amigo Adolfo escucha o conoce sobre el envidiado se debe a que, en la dinámica de la envidia, éste es apenas un detonante, un pretexto. Lo más rico e interesante, desde el punto de vista emocional, se produce en el envidioso. Pocas emociones tienen peor prensa que la envidia, de manera que quien la padece afronta un doble trabajo. Por un lado debe cargar con la ira, el malestar y la impotencia que le provoca la presencia del envidiado, o su sola mención. Por otra parte, está obligado a disimular, a fingir que no siente lo que siente para no ser descalificado. A juzgar por los rostros y declaraciones, parecería que nadie es envidioso, que todos somos apreciativos respecto de los logros y posesiones de los demás. Pero hay un viejo refrán que recuerda que "si la envidia fuera tiña, cuántos tiñosos habría".

La envidia es una emoción y, como tal, tiene dos características esenciales. En primer lugar, es ajena a la voluntad. Las emociones no se planifican, no se convocan cuando uno desea ni se suprimen con un chasquido de los dedos. En segundo término, como todas las emociones, también la envidia cumple una función. Las emociones son energías a través de las cuales nos expresamos, descubrimos aspectos de nosotros mismos, registramos necesidades o posibilidades, nos vinculamos. Cuando, en el siglo III antes de Cristo, el historiador griego Diógenes Laercio decía que "la envidia es causada por ver a otro gozar de lo que deseamos", daba en la tecla. Lo primero que la envidia viene a recordarnos es que hay en nosotros un deseo, un proyecto, una aspiración o un propósito que no se ha cumplido. El envidiado lo ha hecho, nosotros no. Ante eso podemos enojarnos con él, dispararle maledicencias o sospechas y denigrarlo, o preguntarnos qué podemos hacer por aquel deseo, aquel proyecto, aquella aspiración, aquel propósito. ¿Están a nuestro alcance? ¿Son aún posibles? ¿Qué necesitamos para cumplirlos? Acaso sea difícil lograrlo, pero seguramente el empeño nos pedirá energías que hoy están embargadas en el resentimiento con el envidiado. Las emociones no se eligen, pero sí pueden gestionarse.
La envidia provoca, en principio, dos sensaciones que suelen hacerse inconfesables. Vergüenza y dolor. Vergüenza instintiva por sentirnos menos que el envidiado y por no haber podido o no haber sabido cumplir con lo pendiente. Dolor por verlo realizado en el otro. Ambos sentimientos pueden ser ocultados de modo permanente, hasta hacerse tóxicos, o pueden convertirse en impulso y determinación puestos al servicio de aquello que está pendiente en nosotros. Esa conversión no es fácil: se trata de un proceso que requiere buenas dosis de conciencia, autoaceptación y humildad.
Marco Tulio Cicerón (106-48 a. C), extraordinario orador, filósofo y político romano, señaló: "Nadie que confía en sí envidia la virtud del otro". Posiblemente esa sea una función de la envidia: ponernos de cara a nosotros mismos, llevarnos a desarrollar nuestros recursos, fortalecer el sutil e impalpable músculo de la autoestima. Negar la envidia cuando la sentimos puede privarnos de un interesante y enriquecedor proceso de autoexploración. Y sentir envidia no significa, necesariamente, desear el mal o el fracaso o el dolor del otro. Porque sí hay una envidia "sana", como suele decirse. Es aquella que, sin reprimir el dolor por lo que no logramos, puede reconocer mérito en el logro del otro. Otra cosa es entender ese éxito ajeno como algo personal, que "se nos hace". Eso abre el camino del resentimiento, desgasta, nos saca de nuestro eje y no tiene solución, porque no podemos ser el otro, sino quienes somos. Hay, sí, quienes ostentan sus logros con fines de humillación. Pero ese es otro tema. El de la soberbia, que empequeñece cualquier éxito y lo vacía de sentido. Con frecuencia se ha descripto la envidia como manifestación de una maldad innata en el ser humano. Es una interpretación dualista, que califica las emociones en negativas y positivas. En mi opinión, de esa manera se pierden mensajes importantes y necesarios que las emociones suelen traernos al manifestarse. Para quien no la barre debajo de la alfombra (actitud que sólo lo llevará a convivir con ella en malas condiciones), la envidia puede ser también una oportunidad.
sergiosinay@gmail.com

O QUE A MEDITACAO FAZ POR VOCE / ¿QUE ES LA MEDITACION PARA USTED ?(Português/Español)


O que a meditação faz por você


Para o corpo, ter uma alimentação saudável e praticar exercícios regularmente traz mais disposição e vigor. Uma mente estressada, porém, pode por todo esse trabalho a perder, ou torná-lo quase impossível de ser realizado.

O ritmo da vida moderna causa estresse e quanto mais estressados estamos, menos vontade temos de nos exercitar, já a vontade de comer alimentos que proporcionam prazer imediato, aumenta. Em contrapartida, quanto menos nos exercitamos e mais comemos mal, mais nervosos ficamos.

A meditação pode funcionar como uma ferramenta de relaxamento que nos auxilia a quebrar esse círculo vicioso.

Entendendo um pouco mais sobre meditação:

Alguns acreditam que meditar seja um ritual misterioso cuja prática esteja associada a religiões orientais, mas essa é uma interpretação errônea.

As técnicas de meditação têm sido adaptadas à cultura ocidental e, comprovadamente, têm trazido mais qualidade de vida aos seus adeptos, afinal de contas, todo mundo precisa descansar e renovar as energias.

O que a meditação faz, a princípio, é potencializar os benefícios desse descanso para a mente, tornando-o mais eficiente.

Você já se sentiu estranhamente hipnotizado pelas labaredas de uma fogueira, ou se pegou absorto, sem pensar em nada, contemplando o mar ou o céu?

Nesses momentos, toda a nossa atenção parece se voltar para um único e exclusivo ponto, e a mente parece ficar vazia.

Esse é o princípio da meditação, por isso, podemos dizer que todos nós possuímos a habilidade inata de meditar.

Você pode meditar em quase todos os lugares a qualquer momento.

Claro que se puder fazê-lo num canto tranqüilo de sua casa, onde não seja incomodado, melhor. Mas, tirar alguns minutos para relaxar sentado na cadeira do seu escritório, durante suas viagens, ou deitado num parque, pode ser tão eficiente quanto.
Conheça, algumas técnicas de meditação e experimente a sensação de esvaziar a mente alguns minutos por dia.

"Se você abre o seu coração, o amor abre a sua mente."
(Charles John Quarto)

Equipe BBel


Exercício de meditação

A meditação pode funcionar como uma ferramenta de relaxamento e nos auxiliar a quebrar o círculo vicioso do estresse que vivemos.

Qualquer pessoa e de qualquer idade pode praticar a meditação, basta começar!

Exercício de meditação para iniciantes

1. Coloque-se em uma posição confortável.

• Se estiver sentado, descruze pernas e deixe os dois pés bem apoiados no chão, mantenha a coluna ereta (sinta sua coluna apoiar-se em seus quadris) e acomode suas mãos sobre as pernas com as palmas virada pra cima.

• Se estiver deitado, descruze pernas e braços. Deixe os braços retos próximos ao corpo, e as palmas das mãos viradas para cima.

2. Feche os olhos e respire três vezes profundamente. Inspire contando até quatro e expire contando até sete. Concentre-se apenas em sua respiração.

3. Foque toda a atenção em seus pés. Sinta o que seus pés estão sentindo. Depois, lentamente, mude seu foco de posição e vá subindo por todas as partes do seu corpo, até o topo da sua cabeça.

4. Abra os olhos e repita a respiração feita no início da meditação.

5. Essa meditação deve durar de 10 a 15 minutos e pode ser feita sempre que sentir-se estressado e quiser relaxar.

O ideal é manter uma rotina para que sua mente seja educada. Se tiver disponibilidade de tempo, faça a meditação sempre no início da manhã e no final da tarde, por exemplo.

Exercício de meditação mais avançado

Ao sentir que já domina a técnica de meditação inicial, tente um exercício de meditação mais avançado.

Para isso você vai precisar de um relógio que tenha ponteiros de segundos (aqueles despertadores simples são os melhores).

1. Sente-se confortavelmente, como descrito na meditação para iniciantes e posicione o relógio de maneira que ele fique ao nível de seus olhos.

2. Repita o passo 2 da meditação para iniciantes.

3. Abra os olhos e tente focar toda sua atenção no ponteiro de segundos do relógio. Ouça o barulho do tique-taque, observe as formas do ponteiro, acompanhe-o com os olhos e tente pensar apenas nele.

4. Observe durante quantos segundos você consegue manter o foco sem que sua mente desvie a atenção e vagueie.

5. Se mantiver uma rotina de meditação, irá notar que o tempo de atenção irá aumentando. Tente chegar a dois minutos.

Exercícios de meditação: é necessário praticar

Percebeu que não é preciso gastar dinheiro, nem ter equipamentos especiais para meditar? Tudo que você precisa fazer é praticar. Quanto mais praticar, mais benefício vai obter e, eles são rapidamente percebidos: melhora a concentração, traz mais clareza aos pensamentos, promove o autoconhecimento e o relaxamento.

Tão importante quanto investir em uma boa saúde física, é procurar meios de se obter uma boa saúde mental. Isso porque a maneira como a mente se relaciona com o corpo - e vice-versa - é fator decisivo para a saúde como um todo.

A meditação também melhora o sono. Se esse for seu problema, encontre outras dicas para dormir bem e viver melhor.

"Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho". (Mahatma Gandhi)

Equipe BBel


¿Qué es la meditación para usted

Para el cuerpo, tener una dieta saludable y hacer ejercicio regularmente trae consigo más disponibles y vigor. Una mente subrayó, sin embargo, puede, por todo ese trabajo a perder, o hacer que sea casi imposible de lograr.

El ritmo de la vida moderna provoca estrés y los más estresados estamos, menos tendremos que hacer ejercicio, tener el deseo de comer alimentos que proporcionan placer inmediato, aumenta. En contraste, menos hacer más ejercicio y comer mal, estábamos más nerviosos.

La meditación puede actuar como una herramienta de relajación que nos ayuda a romper este círculo vicioso.

Una mayor comprensión acerca de la meditación

Algunos creen que la meditación es un rito misterioso, cuya práctica está asociada con las religiones orientales, pero esto es una mala interpretación.

Técnicas de meditación se han adaptado a la cultura occidental y, posiblemente, han traído más calidad de vida de sus seguidores, después de todo, todo el mundo necesita para relajarse y renovar su energía.

¿Qué es la meditación, en principio, es aprovechar los beneficios de descanso para la mente, haciéndola más eficiente.

¿Alguna vez se sentía extrañamente hipnotizado por las llamas de un fuego, o se absorbe, sin pensar en nada, mirando el mar o el cielo?

En estos momentos, toda nuestra atención parece dirigirse a un punto único y singular, y la mente parece estar vacío.

Este es el principio de la meditación, así que podemos decir que todos poseemos la capacidad innata para meditar.

Se puede meditar en casi cualquier lugar en cualquier momento.

Por supuesto, si lo puede hacer en un tranquilo rincón de su casa, donde no se altera, el mejor. Sin embargo, tome unos minutos para relajarse en la silla en su oficina durante sus viajes, o acostado en un parque, puede ser tan eficiente.
Aprenda algunas técnicas de meditación y experimentar la sensación de vaciar la mente unos minutos al día.

"Si usted abre su corazón, el amor abre tu mente."
(Charles John Quarto)

Bbel Team



Ejercicio de la meditación

La meditación puede actuar como una herramienta para la relajación y ayudar a romper el círculo vicioso de estrés que experimentamos.

Cualquier persona de cualquier edad puede practicar la meditación, a empezar!

El ejercicio de meditación para principiantes

1. Póngase en una posición cómoda.

• Si usted está sentado, no cruces las piernas y dejar que los dos pies en el suelo, mantener la espalda recta (sentir que su columna se basan en las caderas) y acomodar sus manos sobre las piernas con las palmas boca arriba.

• Si la persona está acostada, piernas y brazos están cruzados. Deje que sus brazos extendidos al lado del cuerpo y las palmas hacia arriba.

2. Cierra los ojos y tomar tres respiraciones profundas. Inhale y exhale por cuatro de siete. Lo mejor es concentrarse en su respiración.

3. Centrar la atención completa en los pies. Sentir lo que tus pies se sienten. Luego, lentamente, cambiar su posición de enfoque y de ir por todo el cuerpo hasta la parte superior de su cabeza.

4. Abre los ojos y repita el aliento en el inicio de la meditación.

5. Esta meditación debe durar de 10 a 15 minutos y se puede hacer cuando se siente estresado y quieres relajarte.

El ideal es mantener una rutina para tu mente para ser cortés. Si usted tiene tiempo disponible, siempre hacer la meditación en la mañana y por la tarde, por ejemplo.

Meditación ejercicio más avanzado

Cuando usted siente que ha dominado la técnica de comenzar la meditación, intentar un ejercicio de meditación más avanzada.

Para ello se necesita un reloj que tiene las manos de los segundos (los relojes son simplemente los mejores).

1. Siéntese cómodamente, como se describe en la meditación para principiantes y la posición del reloj para que quede a nivel con sus ojos.

2. Repita el paso 2 de la meditación para principiantes.

3. Abre los ojos y trate de centrar toda su atención en la segunda mano del reloj. Escucha el sonido de tic-tac, observe la forma del puntero, sigue con los ojos y tratar de pensar sólo en él.

4. Tenga en cuenta cuántos segundos usted puede mantener su enfoque su mente sin distracción, y vagar.

5. Mantener una rutina de meditación, te darás cuenta de que la capacidad de atención aumenta. Trate de llegar a dos minutos.

Ejercicios de práctica de la meditación es necesario

Se dio cuenta de que no es necesario gastar dinero o equipo especial para meditar? Todo lo que necesitas hacer es la práctica. Cuanto más practique, más beneficio que se obtiene y se dieron cuenta rápidamente: mejora la concentración, aporta más claridad a los pensamientos, promueve el autoconocimiento y la relajación.

Tan importante como la inversión en una buena salud física, está buscando maneras de obtener una buena salud mental. Esto se debe a la forma en la mente se relaciona con el cuerpo - y viceversa - es un factor decisivo para la salud como un todo.

La meditación también mejora el sueño. Si este es su problema, encontrar consejos de otros para dormir bien y vivir mejor.

"No hay camino hacia la felicidad. La felicidad es el camino". (Mahatma Gandhi)

lunes, 8 de marzo de 2010

LA GRATITUD ES GRATUITA - por Sergio Sinay

Oxígeno / Diálogos del alma
La gratitud es gratuita
Por Sergio Sinay
Domingo 7 de marzo de 2010 | Publicado en edición impresa


Señor Sinay: en tiempos de individualismo, de acumular éxitos y riquezas, y de anteponer la propia felicidad a todo, es imposible ser primero feliz y luego interesarse por el otro. En esta búsqueda me topé con dos ideas: la gratitud y la gratuidad. Me parece importante ser agradecidos por todo lo que nos ha sido dado (a mi parecer sería prestado, ya que nada nos pertenece, sino que es parte del universo). Un día de sol, nuestros seres queridos, y una infinidad de cosas cuyo valor a veces escapa de nuestras miradas inconformistas. Es importante dejar de conservar para uno y dar gratuitamente, sin buscar el beneficio propio sino el bien común. En la medida en que uno sepa agradecer, dar y compartir, será uno verdaderamente rico y feliz, y no al revés. Josefina Fassio

Después de haber vivido una infancia verdaderamente feliz en Borgoña, Francia, donde había nacido en 1873, Sidonie Gabrielle Claudine Colette se casó, a los 20 años, con Henry Gauthier-Villars, novelista y vividor, con el que se mudó a París. Allí él la instó a escribir. Ella lo hacía con talento. El se apropiaba de aquellas obras y las firmaba con su nombre. Fue un matrimonio tormentoso, al que ella puso fin en 1906. Lanzada a vivir su propia vida, usó su apellido paterno como seudónimo; tuvo años de excesos; en 1912 se casó con Henry de Jouvenel y fue madre de una niña; pasó a la historia como Colette, autora de novelas y obras de teatro muy divulgadas, como las de la serie Claudine, como Cheri, El trigo verde, El nacimiento del día, Mitsou, La gata o Gigi, acaso la más conocida.
Se cuenta que Colette, que murió en 1954, asistió al estreno de una versión fílmica de su vida y al final de la función un espectador le dijo: "Se ve que fue usted una niña inmensamente feliz". Ella respondió: "Eso parece; lástima que no me di cuenta a tiempo".
En su Diccionario filosófico, el pensador francés André Comte-Sponville define la gratitud como "recuerdo agradecido de lo que ha sucedido". Según él, esta virtud se refiere a lo que fue, "en tanto lo que fue permanece". Habría, pues, una estrecha relación entre gratitud y memoria. Sólo puede olvidar el agradecimiento quien cree que lo que tiene surgió por generación espontánea, que nada debe, que aquello que forma parte de su vida es lo menos que se merece y que aquello que no tiene es lo que otros le deben. Acaso así había considerado Colette su infancia, hasta que vio la película de su vida.
Quienes piensan que no tienen nada que agradecer (según sus códigos) tampoco imaginan que deben legar, que deben ceder, que deben cuidar. Avanzan sobre las prioridades de otros, ignoran necesidades ajenas, depredan en beneficio propio los espacios y los bienes comunes. Pasan primero, sin respetar normas, edades, circunstancias. Lo hacen en las rutas, en la cola de un colectivo, en una ventanilla o en donde sea. Olvidan mirar a sus semejantes a los ojos y jamás cruzan con ellos una sonrisa porque sí, gratuitamente.
Como apunta con lucidez nuestra amiga Josefina, también hay un íntimo vínculo entre la gratitud y la gratuidad. No hay pago, premio ni retorno que se pueda esperar a cambio de la gratitud. El agradecimiento es un deber moral, una necesidad de la condición humana para perpetuarse como tal. Y nada puede exigir quien, agradeciendo, simplemente cumple con un deber humano. La gratitud es gratuita.
¿Qué da, entonces, la gratitud? "Se da a sí misma", responde Comte-Sponville, en su Pequeño tratado de las grandes virtudes. "Es como un eco de la alegría, y por eso es amor, es reparto y don". Como se ve, la gratitud estaría en las antípodas del egoísmo. Quien tiene mucho para agradecer, siente que mucho ha recibido. El egoísta siente, en cambio, que todo es poco y que por eso debe sentarse sobre lo suyo, abrazarse a eso y no dar ni un gramo. Dar, para él, es perder.
Aunque se agradece algo que ocurrió, que se hizo, que se recibió, es decir algo que fue, la gratitud nada tiene que ver con la nostalgia. Ella afirma que aquello que pasó está instalado en el presente, está vivo bajo la forma de la alegría, del regocijo, y, digámoslo otra vez, del amor. En otro plano, el médico naturista alemán Andreas Moritz (autor, entre otros, de Los eternos secretos de la salud) dice que "la gratitud nos conecta con todo aquello de lo que nos hemos distanciado; es el mayor secreto de la curación y un requisito esencial para que ésta se produzca". Habrá más salud física, psíquica, emocional y espiritual cuando más gratitud, expresada en actos, circule entre nosotros.
sergiosinay@gmail.com

viernes, 5 de marzo de 2010

LA HUELLA MAS PROFUNDA - LA FELICIDAD - por Sergio Sinay

La huella más profunda
Por Sergio Sinay
Domingo 7 de febrero de 2010 | Publicado en edición impresa


Señor Sinay: Somos el producto de nuestra capacidad de sentir, de nuestro entorno, de nuestro lugar de nacimiento, de nuestra educación. Somos el producto de algo que traemos al nacer que nos hace únicos e irrepetibles. En distintas situaciones me pregunto ¿cómo llegó tal o cual persona a ese momento de felicidad? Trato de conocer su pasado para poder de alguna forma entender su felicidad y nunca encuentro algo que la justifique, es decir, no encuentro el origen de la felicidad. Me considero un hombre muy afortunado que disfruta de la vida. La felicidad es algo que todos tenemos que experimentar y procurar que se transforme en una constante. ¿Esto se puede enseñar? ¿Se puede enseñar a ser feliz?
Matias Calvo

Decía el pensador y médico austríaco Victor Frankl que hay una sola cosa que el ojo no puede ver. No puede verse a sí mismo. Quizás eso ocurra con el origen de la felicidad. Las únicas personas que no la persiguen desesperadamente ni piensan continuamente en ella, ni procuran aferrarla como a una presa codiciada para que no se escape, ni hacen sesudas disertaciones sobre la cuestión, son las personas felices. No son felices para mostrarse ni para verse como tales. Al igual que el ojo, que no se ve a sí mismo pero siente la luz que le llega o el agua que lo refresca, la felicidad no se define a sí misma ni se estudia desde afuera. Se siente.
Si se pudiera enseñar a ser feliz, como se pregunta nuestro amigo Matías, ello significaría que la felicidad es una meta y que existen técnicas para alcanzarla. Pero habitualmente quienes se lanzan tras ese objetivo suelen terminar abonados a la insatisfacción, al disgusto, a la infelicidad. Esto resulta así porque la felicidad surge como consecuencia de una manera de vivir, de relacionarse, de trabajar, de amar. Es una consecuencia. Quienes honran sus valores con actos, quienes encuentran en su vida un sentido y lo plasman en acciones, son felices. En este sentido puede decirse que la felicidad es una huella, y las huellas nunca anteceden a los pasos del caminante, sino que van quedando como testimonio de su andar. El gran novelista estadounidense Nathaniel Hawthorne (1804-1864), autor del clásico La letra escarlata, lo dijo de un modo simple y bello: "La felicidad es como una mariposa que, cuando se la persigue, siempre está fuera de nuestro alcance: pero si te paras y te sientas en silencio, podría posarse encima de ti". Esto remite, a su vez, a un pensamiento del filósofo chino Confucio (551-479 a.C.), para quien "el hombre sabio busca lo que desea en su interior; el no sabio, lo busca en los demás". Buscar la felicidad en el exterior de uno mismo lleva a confundirla con el placer o la satisfacción. El placer se agota en cuanto se lo alcanza, y pide cada vez dosis mayores. Confundido con felicidad, deja una estela de vacío. El placer es un efecto, explicaba Frankl, y su constante persecución puede considerarse como una búsqueda neurótica (eterna repetición de un mecanismo que no trasciende de sí mismo ni genera sentido).
En La psicoterapia al alcance de todos (un pequeño y sustancioso libro que selecciona algunas de las imperdibles charlas radiofónicas que el creador de la logoterapia dio durante cinco años en Viena), Frankl señala que el ser humano no busca la felicidad, sino un motivo para ser feliz. Y este motivo aparece cuando la persona ejerce su voluntad de sentido, cuando descubre ese sentido en su vida. Frankl hablaba de realizar el sentido. Lo vinculaba a acciones concretas, actos en los que, inevitablemente, el otro está presente. El sentido de una vida no se declama, se plasma en hechos. El sentido es verbo. Decía el filósofo alemán Emanuel Kant que no se trata de buscar la felicidad, sino de ser digno de ella. Una vez más, esto es una realización, una cadena de acciones, un modo de estar en el mundo y desempeñarse en él. Quizás, contra lo que suele decirse, la felicidad no sea un derecho, algo que se nos deba por el solo hecho de que estamos aquí. Jaume Soler y Mercé Conangla la describen, en La ecología emocional, como una manera de viajar y no como un destino, y señalan que depende de cómo vivimos las cosas antes que de las cosas que vivimos. El modo de vivir y la forma de viajar son responsabilidad de cada persona. Toda responsabilidad es individual e intransferible. Y la felicidad no arraiga si no es ahí.
sergiosinay@gmail.com

LOS LIMITES QUE EDUCAN - Por Sergio Sinay

Oxígeno / Diálogos del alma
Los límites que educan
Por Sergio Sinay
Domingo 28 de febrero de 2010 | Publicado en edición impresa


Señor Sinay: Quisiera saber si la sanción, castigo, penitencia es efectiva para un hijo adolescente. Quizás como padres sintamos que esa medida nos da protección, ante un mundo peligroso y ante la libertad y omnipotencia que siente un chico de 15 años. Verdaderamente, la restricción ante una macana, ¿ayuda a nuestros hijos a pensar más antes de actuar o los conduce hacia otro error: mentir, dejar de comunicarse, escaparse, buscar lo prohibido? ¿Para quién es útil la sanción, para los papás o para los chicos? ¿Qué otra forma de educar existe para que nuestros hijos elijan por sí solos un buen camino, y sobre todo para que aprendan a cuidarse ante los peligros de esta vida? Roberta G.


Quizás las dudas que inquietan a nuestra amiga Roberta puedan encararse desde otra perspectiva. En lugar de hablar de sanciones, castigos y penitencias, podríamos hacerlo de límites, libertad y responsabilidad. La educación es un edificio que se sostiene sobre tres pilares: la transmisión de valores, la demostración de que hay un sentido en la vida de cada persona, y la guía hacia un modelo de vínculos en donde el otro es respetado y es considerado como un fin en sí mismo, jamás como medio para un fin. Estas tres tareas corresponden primordialmente a los padres, al hogar, a los adultos significativos en la vida de los chicos. Y no hay otra forma de cumplirlas que no sea vivir los valores que se quieren transmitir, vivir una existencia con sentido (que no se agote en el tener, en el mostrar, en el hacer) y vivir vínculos significativos, que no sean meras transacciones utilitarias (con la pareja, con los hijos, con los socios, amigos, proveedores, clientes, familiares, es decir, con el mundo). Desde esta perspectiva, los chicos entran a la enseñanza formal (a cargo de la escuela), ya educados. Sus pedagogos esenciales (padres, hogar, adultos significativos) educan con su vida, no con palabras, regaños, declaraciones ni sermones.
Los padres son responsables ante las vidas que trajeron al mundo, o ante quienes adoptaron como hijos. La relación con los hijos es siempre asimétrica, debe serlo, es su naturaleza. No es de pares. Unos (los padres) guían a los otros, los educan, les responden. Y una de sus funciones esenciales es poner límites. El límite enseña que no se puede todo, que no basta desear para tener o hacer, que hay prioridades inmodificables, que la vida se asienta sobre ciclos y que cada ciclo tiene sus leyes y del cumplimiento de las mismas depende, en buena medida, la armonía, el equilibrio y el sentido de una vida. Cuando ponemos límites enseñamos a elegir. Si no puedo todo, debo elegir. Esto hará que me ponga en contacto con mis reales necesidades y que aprenda a valorar. Una sanción puesta porque sí es un arbitrio, un capricho que acaso, como dice Roberta, satisfaga al padre pero nada enseñe al hijo. Pero una sanción anunciada y cumplida según se anunció, en caso de que un límite haya sido transgredido, enseña una ley fundamental de la vida: la de que cada acción tiene una consecuencia. Cuando nos hacemos cargo de las consecuencias de nuestras acciones nos hacemos, también responsables. No es libre quien hace lo que quiere, quien ve su camino limpio de obstáculos. Es libre quien, habiendo aprendido que existen los condicionamientos, los límites, las imposibilidades, hace uso de su facultad de elegir. Y aun en los casos en que parece no haber opción, siempre queda una: nuestra actitud ante esa situación.
Los padres que no actúan como tales (poniendo los límites que como adultos les corresponden, fijando reglas de juego, haciéndolas cumplir, manteniendo con amor y respeto la asimetría del vínculo) por temor a que los hijos dejen de comunicarse, a que "busquen lo prohibido" o, en fin, a que dejen de quererlos, también educan a sus hijos, aunque no del modo deseable. Les enseñan que las relaciones son negociaciones, que se da cariño a cambio de lo que se recibe, que el amor es una transacción.
Cuando nuestros hijos, gracias al cumplimiento de nuestras funciones como padres, devengan adultos autónomos y responsables (para eso los educamos), estarán en condiciones, seguramente, de elegir su rumbo en una vida que, inevitablemente, ofrece peligros. Antes de eso, poner límites y sostenerlos (también ir adecuándolos a las edades de los chicos) es ejercer nuestra misión. Y eso, sin duda, es bueno para padres e hijos. Aunque para unos signifique tiempo y trabajo y para los otros frustraciones y protestas. Al final, ambos celebraremos juntos.
sergiosinay@gmail.com

martes, 2 de marzo de 2010

Sobre el 2012 y el Horóscopo Chino - por Ludovica -

Ludovica y el fin de una era: "El 2012 es hoy"
Con el Tigre rugiendo, la mejor difusora del horóscopo chino de nuestro país habla de la energía felina y de la llegada del fin del mundo. Un viaje cósmico con la Squirru. Imperdible y sin precio.
Por: Lorena Bassani.

La realidad es eso que nosotros mismos creamos. En el medio de una redacción con humo a cigarrillo, nos damos – anárquicamente- permiso para respirar. Y para creer. Y para crear. Y para hablar de la palabra "conciencia" entre neuróticos durmientes. Entonces, llamamos a Ludovica Squirru que está en Córdoba. La mujer atiende. Amable. Con sonrisa en la voz y ojos con brillo. Así la imaginamos. ¿Dónde estás Ludovica? Y casi sin quererlo, como si el ambiente fuera bueno y sincero, despegamos del piso de la oficina. Mansitos, empezamos un viaje cósmico entre computadoras y malas noticias. Festejamos por dentro.

Para hablar de su nuevo libro "Horóscopo chino 2010", nos metemos en el mundo privado de una soñadora que –dice- se permite volar constantemente. Una diosa (estudiosa) que desde hace tiempo tiene zona liberada para conectarse y conectarnos con esa parte divina de nosotros mismos que también crea, que también cree. Y de repente, Ludovica, la que hizo famosa a la cultura oriental en toda América, interrumpe. Dice dos oraciones sencillas y lujosas a la vez. Escuchamos. "Estoy mirando al perro de la vecina que se rasca y me mira con una montaña de fondo. Estoy en Tras la Sierra". Lo que llamamos "escenario natural".

-¿Vivís ahí durante todo el año?
Vivo dentro de mí durante todo el año. Hace un largo tiempo que descubrí que estar en "el afuera" no sirve. Elegí vivir en Tras la Sierra porque tiene que ver con mi infancia, con mi abuela materna, con mi esencia. En algún sentido, siempre tuve el corazón viviendo acá: fue el sitio más inspirador que encontré para escribir todos mis libros.

Viajera. Ludovica decidió irse a vivir a otro lado para estar más cerca de "ella misma" y más lejos "de todo". Es que la mina, buscadora irremediable, está en paz y se nota. "Tenemos que vaciarnos. Hay que vaciarse y dejar que entre la información cósmica. Volver a utilizar la intuición como herramienta de sanación", dice. Más adelantada a la época que sabia, reflexiona: "Yo reconstruí mi vida al construir mi hogar. De tanto ladrillo y adobe, terminé transformándome. Es muy sanador construir una casa. Más que comprarla hecha recomiendo que la construyan". Entre piedras de cuarzo y mucha mica, una ubicación perfecta de acuerdo a la cabeza china y un rincón especial para escribir, Ludovica describe su espacio como una "pequeña navecita". Y por un segundo, también viajamos en ella.

Sus libros son best seller. Escribió el primero en 1983 y, desde ahí, no paró de cosechar récords de ventas en la Argentina y más allá. Para los capitalistas, eso significa que se venden mucho, pero mucho. Mucho en serio. ¿Y por qué son furor? ¿Y por qué fueron furor? ¿Y por qué ahora también son furor? ¿Qué pasa? Ludovica tiene respuesta: "No soy ni mejor ni peor que nadie. Sigo estudiando para poder dar un mensaje mejor a mis lectores. No quiero personas en serie. La gente que compra mis libros lo hace porque les sirven como herramientas de autoconocimiento. Si no evolucionás, envejecés".

-¿Por qué interesó tanto la llegada de este nuevo año chino?
Es que, por fin, Oriente llegó a Occidente. Antes, ir a meditar con Osho era para elegidos. Y no había paz. En ninguno de los dos lugares del planeta había felicidad. Porque a Oriente le faltaba a Occidente y a Occidente le faltaba Oriente. El mundo solito ha buscado el equilibrio. Al mismo tiempo, grandes difusores o maestros pudieron hacer un puente. La gente estaba ávida de concretar una búsqueda espiritual porque todos tenemos ganas de saber qué está pasando en la Tierra y hacia dónde vamos. Y el año del Tigre, además, es algo muy importante. Representa la madera y la energía, viene enojado, está ensañado, con espíritu combativo. Este Tigre no es mansito. Es un año productor de cambios drásticos. Todo lo que se vaya a tomar en este año será para siempre.

-Con todos estos cambios climáticos y fenómenos naturales que estamos padeciendo, ¿cómo se está preparando el terreno para la venida del 2012
?
La gente apostó a una era materialista. Creyó que la iba a salvar una buena cuenta en el banco o un presidente. Todo esto se le cayó a pedazos. Entonces tuvieron que armonizarse con otro tipo de técnicas. Si vos no te despertás, no te salva nadie. Obviamente, fui una pionera en este proceso de comunicación. Pero ahora corresponde que no creemos pánico. Nadie puede tirar una onda apocalíptica. La humanidad se está preparando para un salto cuántico en su nivel de conciencia y esa aventura requiere una alerta de samurai.

-¿Y qué nos recomendás?
Tenemos que salir, encontrarnos, mirarnos a los ojos, apagar el celular, conectarnos desde lo real. Volver a recuperar el tiempo verdadero de la galaxia. Ni miedo, ni paranoia. Inculcar una gran conciencia ecológica con gente que no asuste y que diga qué se va a hacer cuando no se tenga más luz o más gas. Vamos a volver al fogón y al kerosene. Nadie es dueño de los recursos de la Tierra. Hay un cambio en la estructura del cosmos que sólo se supera con la energía del amor. No hace falta esperar dos años: el 2012 ya llegó.

Fotos: Claudio Herdener.
Gentileza: Alfaguara.